Jun 11, 2007

Espelho






Estava escuro. Imagens passavam à nossa frente mas já nada importava. O que interessava era o tempo. O que interessava era aquele momento eterno em que tudo pára. Aquele espelhar do mundo da nossa alma tão precioso, tão frágil, que até temos medo que escape.
Desesperados, dissemos tudo o que havia para dizer sem quaisquer palavras.
Os teus olhos reflectiam a perpetuidade. As minhas barreiras renderam-se naquele segundo. Fiquei assim vulnerável a tudo, esperando que esse espelho me protegesse. Rapidamente tentei voltar a ser fria, a não deixar ninguém quebrar as minhas defesas assim. Sim, tinha medo de sair magoada outra vez, de ver o meu mundo desmoronar-se vezes e vezes sem conta, de sentir o meu reduto de alma esfaqueado e cada vez mais inexistente. Mas tu estavas lá. E percebi que não precisava de ter medo. Só tu existes. O espelho sou eu, e escondo-me em ti até os estilhaços enegrecidos se formarem. E assim tudo ficará bem.


"Ah, quando a tua mão certa e serena de
branco

Procurou o desespero da minha mão sem
rumo..."




Amo-te.

May 26, 2007

Let me stay a little longer.


Let me stay a little longer

Let me stay a little longer
In the satin-coloured light of a painting,
Where the eyes of the maidens are pure and indulgent.

Let me stay a little longer
In the stillness of the eternal instant of a picture,
Where the past and future are irrelevant and false.

Let me stay a little longer
In the soft intrigues of a playful tune,
Where the notes lead the mind through rain and sun.

Let me stay a little longer
In the sweet brightness of a laugh,
Where the soul expands and scatters.

Let me,
For it is then
That I feel embraced,
Reaching.

May 17, 2007

Ausência


A tua ausência magoa-me.


Magoa-me o silêncio da tua voz que não ouço, da tua respiração que não sinto na minha pele.
Magoa-me a falta do teu toque.


Magoa-me a saudade de ti, de te ver, de te ter em mim, nos meus olhos.
De encher os meus olhos contigo.
De me encher contigo, de ti.


Magoa-me as palavras que só escuto no silêncio.
Magoa-me a tua mão longe da minha.
Ardem-me os lábios sem os teus.
Os meus dedos enlouquecem sem os teus para os segurar.
A minha língua dança dentro da minha boca, procurando a tua.
O meu coração bate sem compasso certo, sem o teu para o ritmar.


A tua ausência fere.

Mas sorrio sempre, entre as lágrimas de saudade...
porque a tua ausência é apenas um sonho mau
que desperta quando te perdes no horizonte
e morre quando os meus olhos de novo te alcançam.
<3

May 9, 2007

Sobre mim?




Sou uma daqelas pessoas meias anti-sociais, meias emos e essas coisas fofas todas, q afasta as pessoas ms q no fundo quer conhecer alguém novo.

Como é dificil encontrar alguém em quem confie, quando encontro agarro.m muito, e isso é considerado um defeito em mim por muitas pessoas.


Adoro passear na praia com os pés no mar ao fim da tarde, ver o por-do-sol (mm q seja sozinha), olhar para as ondas... Adoro sentar.m numa rocha em frente ao mar e simplesmente estar la e sentir o vento na cara...ou sentar.m num local calmo e rodeado por natureza e desenhar e/ou escrever..


Sou estranha e diferente, ms n mudo por outra pessoa. Tenho q ter sempre musica cmg. É o meu refugio, a unica coisa q inda n perdi, a unica coisa q m conhece.


Faço tudo plos outros, ms n costumam fazer nda por mim (ha algumas excepcoes ^_^), e isso eh um erro q estou smp a cometer.


N deixo q as pessoas m conhecam completamente, talvez por medo, talvez por achar q s vao afastar ainda mais de mim. Nnc desabafo c ninguém, nunca choro à frente d outra pessoa, por mto q precise, talvez pq ache q assim estou a dar a conhecer as minhas fraqezas.


Odeio aqelas pessoas preconceituosas q julgam os outros plo q sao, mm sem os conheceram, e fazem sofrer as outras pessoas q n tem culpa.


Sou super insegura e afasto.m sempre das pessoas para não as incomodar. Faço sempre aquele teatrinho d apresentar um sorriso as pessoas mesmo qdo o q mais qero é chorar, gritar e desaparecer.


Principalmente, odeio.m a mim própria mas nunca mudo o que sou, porque isso faz parte d mim.

May 2, 2007

Palavra



Amo-te


Uma palavra rasgada e levada pelo vento, que tanto faz a tanta a gente.


Algo verdadeiro que nos apunhá-la sem piedade.
que nos assusta e nos faz chorar
que por vezes nos faz sentir alguém.

Apr 30, 2007

Preconceito


É incrivel como é tão fácil apontar o dedo a pessoas como eu e dizer "Ei olha aquela que anda sempre de cabeça baixa e se corta só para chamar a atenção!".
É incrivel como é tao fácil inventarem-se desculpas tão alegadamente verosimeis para não falar.
Mas essas pessoas não sabem o que passamos todos os dias, a tentar lutar para ficar aqui quando no fundo até nem queremos, mas continuamos a lutar porque queremos acrditar no que hipocritamente alguns nos dizem.
Desesperadamente.
Depois apercebemo-nos que era tdo uma mentira e voltamos a auto-comiseração.
Sangue.
Nojo.
Podridão.
Afastamos todos mesmo quando precisamos de alguém ao nosso lado.
Quando temos medo de tudo o que possa acontecer.
Quando precisamos de alguém com quem chorar. Mas não queremos incomodar ninguém com as nossas lamúrias. E as pessoas vêem isso como um acto de desprezo.
Portanto ficamos assim, mergulhados na nossa escura e enlameada alma, esperando que alguém compreenda tudo isto e consiga perceber que mesmo não pedindo, mesmo tentando ultrapassar tudo por nós próprios, precisamos de ajuda.
Mas, no fundo, so nos temos a nós.
Estamos sós.
Sem desculpas.

Perco-te.




Perco-te


Já nem sei se sinto
nem sei se choro
tudoparece tão vazio em mim
Parece que me invades
e me consomes..
mas se assim é
tudo se vai tão depressa
…porquê?
…porquê?

Tantas palavras ao vento

tantas coisas que eu não tento
Talvez medo
ou segredo
que guardo dentro de mim.

É tanta a dor que se me espalha pelo peito
que as lágrimas secam;
perco a força e a vontade
perco todo o pouco que sou
perco-te a ti
de cada vez que te ganho.

Se a noite me levasse e me esquecesse
eu não seria mais do que o nada que sou
mas não acordaria de manhã
nem morreria a cada suspiro que dou.